Por volta das 18 horas, um oficial da Polícia Militar subiu para negociar com os manifestantes, acompanhado de um grupo de Guardas Municipais. Ao fim do expediente, as luzes do prédio foram apagadas. Pelas redes sociais, manifestantes postavam que advogados voluntários foram impedidos de subir. Eles desocuparam o prédio, pacificamente, às 20h20.
Os professores decidiram em assembleia retomar a greve, que havia sido interrompida no dia 10. Eles alegam que o projeto de lei do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração, encaminhado pelo prefeito à Câmara de Vereadores, só beneficia 7% da categoria - aqueles que têm carga horária de 40 horas semanais. A maioria dos professores trabalha no regime de 16 horas ou 22 horas.
Depois da assembleia, a categoria saiu em passeata da Tijuca até a sede administrativa da prefeitura, na Cidade Nova. Lá, um grupo subiu até o gabinete do prefeito. A segurança foi reforçada pela Guarda Municipal. Na Candelária, no Centro, professores da rede estadual também se reuniram e caminharam até a Cinelândia. Os dois protestos provocaram longos engarrafamentos na região central da cidade, com reflexos na zona norte.



