Em nota de apoio, divulgada na quarta-feira, 24, o procurador-geral avaliou como "exitosa" a atuação dos promotores que conseguiram da Justiça, no dia 15, a prisão temporária de 13 policiais nas investigações. "Em breve tempo as investigações terão conclusão e os fatos e as circunstâncias, incluindo a responsabilização dos que forem apontados como réus, serão plenamente determinados", afirmou Rosa.
O manifesto foi feito em reação aos atos em desagravo ao delegado Clemente Calvo Castilho Júnior, chefe da inteligência do Denarc, também preso na operação - e já solto - por suposta relação com o vazamento de informações do caso.
Os promotores Amauri Silveira Filho, Ricardo Chade e José Tadeu Baglio investigavam o tráfico de drogas e membros do Primeiro Comando da Capital (PCC), quando acidentalmente flagraram os policiais achacando os criminosos para permitir que eles trabalhassem sem repressão.
O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado (Sindpesp) já fez uma manifestação e policiais planejam suspender os registros de ocorrências e investigações das 10h às 12h, na chamada Operação Blecaute, organizada pela Associação dos Delegados de Polícia de São Paulo (Adpesp).
Na nota, o procurador-geral de Justiça, que defendeu a legalidade das prisões, disse que "a contrariedade dos investigados não se constitui fato inusitado para o Ministério Público que seguirá atuando com independência e imparcialidade em relação aos fatos e às pessoas".

