A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro não apenas manifestou "profunda perplexidade" com a prisão preventiva decretada neste sábado (22) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mas também elevou o tom de alerta, afirmando que a medida "pode colocar sua vida em risco" devido ao seu estado de saúde.
Bolsonaro, que foi detido em sua casa por volta das 6h, já havia sido submetido a hospitalizações durante seu período em prisão domiciliar, devido a complicações de saúde decorrentes do atentado de 2018.
Bolsonaro terá atendimento médico em tempo integral e só visitas autorizadas, determina Moraes
Os advogados de defesa enfatizaram que o estado de saúde do ex-presidente é "delicado" e que a manutenção da prisão — que é de natureza preventiva e sem data definida para acabar — representa uma ameaça direta:
"A defesa alega ainda que o estado de saúde de Bolsonaro é 'delicado' e que a prisão 'pode colocar sua vida em risco'", consta na nota divulgada à imprensa.
Esta alegação acompanha um pedido já protocolado no STF na véspera, que solicitava a conversão de qualquer futura execução de pena para o regime domiciliar humanitário, citando a necessidade de cuidados médicos constantes.
A equipe jurídica concluiu que irá apresentar o recurso cabível e ressaltou a urgência em reverter a situação, dada a condição de saúde do ex-presidente. Bolsonaro passará por audiência de custódia neste domingo (23), às 12h, por videoconferência.

