O General Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) no governo Bolsonaro, alegou conviver com a doença de Alzheimer desde 2018. A informação foi registrada durante o exame de corpo de delito, procedimento médico-legal realizado após sua prisão na última terça-feira (25). A alegação de saúde, que precisa ser verificada, surge no momento em que ele começa a cumprir pena.
O exame de corpo de delito é um procedimento padrão em todas as prisões. Ele serve para proteger tanto o detento quanto o Estado, pois registra detalhadamente as condições de saúde e o estado físico da pessoa no momento em que ela é levada sob custódia. É nesse registro oficial que o General Heleno, de 77 anos, incluiu a informação sobre o diagnóstico de Alzheimer.
Heleno foi preso por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), em conjunto com o Exército e a Polícia Federal (PF). O ministro foi condenado a 21 anos de prisão por participar de uma trama que tinha como objetivo manter o ex-presidente no poder, ignorando o resultado das eleições. A prisão aconteceu porque o STF declarou o chamado "trânsito em julgado", ou seja, o ponto em que não cabem mais recursos na Justiça e a pena precisa ser executada.
Após ser preso, o ex-ministro foi encaminhado para uma detenção no Comando Militar do Planalto, em Brasília. Ele foi um dos condenados por integrar o que a Justiça considerou um "núcleo crucial" de uma organização criminosa que tentou alterar o resultado democrático das urnas. A prisão de Heleno ocorreu simultaneamente à de outros envolvidos, como o também ex-ministro Paulo Sérgio Nogueira.
A alegação de conviver com o Alzheimer pode ter implicações no regime de cumprimento de sua pena, dependendo de futuras avaliações médicas e decisões judiciais. O caso continua em atualização, e a Justiça deverá analisar a condição de saúde do General Heleno frente à condenação por envolvimento na trama que visava subverter a ordem democrática do país.

