BRASÍLIA — O presidente da , senador Ataídes Oliveira (PSDB-GO), enviou um ofício à procuradora-geral da República, , solicitando que o órgão peça novamente a prisão preventiva do ex-procurador , acusado de auxiliar a JBS no acordo de delação premiada da empresa.
Em setembro, assim como de Joesley Batistas, um dos donos da JBS, e de Ricardo Saud, diretor da empresa. O ministro Edson Fachin, no entanto, , e decretou apenas a prisão dos dois executivos.
Agora, Ataídes afirma que a CPI conseguiu reunir provas que podem embasar um novo pedido de prisão. De acordo com o senador, Miller “comprovadamente fez uso de suas elevadas atribuições, seu prestígio, bom relacionamento e conhecimento institucional para municiar de informações uma comprovada organização criminosa”.
Em depoimento à comissão, ocorrido no final de novembro, . Ele reconheceu, no entanto, ter feito uma "lambança" por não ter analisado as percepções que haveriam de sua atuação. No óficio enviado à PGR, Ataídes relembra o depoimento, e diz que oe ex-procurador “reconheceu que teve atitude imprópria”.
Em nota, a defesa de Marcello Miller afirmou que ele "não cometeu crime algum". O texto diz que ele não participou de organização criminosa, mas sim tentou "incentivar a remediação da empresa J&F".
"A alegação de uso do cargo por Miller é inteiramente desprovida de fundamento e colide com a prova documental por ele apresentada à CPI em sessão aberta. A prova é clara no sentido de que Miller não exerceu, no MPF, nenhuma atribuição relativa ao grupo J&F, seus controladores ou seus executivos", diz a nota, que ressalta que o ex-procurador continua à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.

