Segundo a polícia civil, uma mulher se apresentando como Conselheira Tutelar e dizendo se chamar Ana Prates furtou o bebê da mãe, durante uma consulta médica, no Hospital de Camboriú, no dia 24 de novembro. Para o delegado responsável pelas investigações, Osnei Valdir de Oliveira, o crime foi premeditado, pois no dia anterior ao furto da criança, Sirley teria ido à casa da família e se apresentado como Conselheira Tutelar.
Foi ela também a responsável por fazer o encaminhamento para a consulta médica da mãe e da criança. Além disso, Sirley também se preocupou em estacionar o carro na frente do hospital no dia do crime e instalar no banco traseiro do veículo uma cadeirinha especial para transporte de bebês. A equipe conseguiu identificar e localizar Sirley, através do carro usado por ela, no dia do furto da criança.
Em depoimento, Sirley disse que sequestrou a criança porque queria retomar seu casamento. Antes do crime, ela também forjou uma gravidez, tanto para se reconciliar maritalmente, como para mover uma ação trabalhista. Para simular a gestação, a indiciada teria falsificado um exame de ultrassonografia.
Na casa de Sirley os policiais encontraram uma certidão de nascimento falsificada, com o nome do bebê, onde constam os nomes de Sirley e do marido como sendo pais da criança. Uma carteira de saúde com a inserção de dados falsos também foi apreendida. Não há indícios de que o marido tenha participado do crime, segundo a polícia.


