A família da porta-bandeira da Portela, Vilma Nascimento, de 85 anos, acusa de racismo a loja Duty Free, do aeroporto de Brasília. Vilma teve que tirar todos os pertences da bolsa para provar não ter furtado nenhum objeto da loja, na terça-feira (22), mas o caso só veio à tona nesta quinta (23).
"Eu não roubei nada. Só pode ser porque sou negra. Eu acho isso um absurdo", disse Vilma em entrevista à TV Globo.
Conhecida como Cisne da Passarela, Vilma foi a Brasília para ser homenageada na Câmara dos Deputados e inaugurar uma exposição dedicada a ela, no Dia da Consciência Negra. "Eu, negra, estar la no Congresso,os deputados todos lá me aplaudindo, vindo falar comigo, me beijando, me agradecendo por eu estar lá. Foi lindo mesmo. E depois eu passar por essa vergonha no aeroporto.", desabafou.
Em nota, a Duty Free pediu desculpas pelo "lamentável incidente" e que a abordagem da segurança da loja foifoi afastada de suas funções por agir "absolutamente fora do padrão" do grupo.

