A Polícia Civil de Minas Gerais investiga o desaparecimento de aproximadamente 220 armas de fogo que estavam sob custódia da corporação em Belo Horizonte. O sumiço foi detectado após uma arma, anteriormente apreendida, reaparecer nas mãos de um suspeito durante uma abordagem policial. A descoberta levou à abertura de uma sindicância interna e à atuação da Corregedoria da instituição.
As armas estavam armazenadas na 1ª Delegacia do Barreiro, e a suspeita é de que o desvio tenha ocorrido de forma sistemática ao longo dos últimos meses. A maioria dos armamentos desaparecidos é de baixo calibre e considerados obsoletos, o que pode ter facilitado a movimentação sem despertar atenção imediata.
Uma servidora já foi afastada das funções e é investigada por possível envolvimento no esquema. A Polícia Civil não descarta a participação de outros agentes e reforça que medidas administrativas e criminais estão sendo adotadas para responsabilizar os envolvidos.
O caso reacende o debate sobre a segurança no armazenamento de materiais apreendidos e a necessidade de maior controle sobre os acervos das delegacias. A Corregedoria continua apurando o destino das armas e possíveis conexões com grupos criminosos.
A Secretaria de Segurança Pública de Minas Gerais ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso. O Ministério Público acompanha as investigações.

