Eles circulavam sempre em grupos pelos manifestantes, revistando mochilas de alguns deles, com uma forma de abordagem elogiada até por advogados que acompanham as manifestações desde o início. "A partir de hoje, vamos atuar dentro das multidões para prevenir delitos e selecionar grupos que estão se aproveitando das manifestações para cometer crimes", disse o comandante do destacamento, Tenente Coronel Mauro Andrade. "O Batalhão de Choque não tem conseguido fazer essa seleção nas últimas manifestações", acrescentou.
Segundo o Coronel, os policiais do novo grupo participam do policiamento em estádios e são especializados em contenção física. "Observamos que havia uma lacuna e estamos tentando nos adaptar com essa nova iniciativa." Sobre a falta de identificação dos policiais pelos nomes, Andrade afirmou que "isso ainda não ficou pronto hoje, mas vai ficar."
A identificação alfanumérica é controlada pelo comando da tropa e qualquer denúncia pode ser feita a ouvidoria da polícia. "Até agora, é a primeira vez que a PM está agindo com inteligência, educação e sem truculência", disse a advogada Priscila Pedrosa Trisco, do grupo Habeas Corpus-RJ, que tem apoio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no acompanhamento do protesto.
Com o tempo frio e chuvoso no Rio, a manifestação não teve tanta adesão quanto as anteriores. Até as 19h30, o ato reunia cerca de 250 pessoas que começaram a percorrer as ruas do bairro. Mais uma vez, Cabral foi o principal alvo. Em pesquisa divulgada hoje pelo CNI/Ibope, o governador teve apenas 12% de aprovação.

