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PMDB e PSD oficializam troca-troca para votação da denúncia na CCJ

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BRASÍLIA - Dentro da estratégia de promover um troca-troca na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara para garantir apoio ao presidente Michel Temer, os partidos aliados começam a formalizar mudanças já anunciadas. Como O GLOBO publicou, na CCJ, no lugar do deputado José Fogaça (PMDB-RS), considerado independente. O PSD também já pediu uma mudança: indicou o deputado Evandro Roman (PSD-PR) no lugar do deputado Expedito Netto (PSD-RO). Os ofícios já foram protocolados, mas a Secretaria só enviará na CCJ o comunicado na segunda-feira.

Nestas questões burocráticas, a mudança é feita na Secretaria Geral, no local que cuida de mudanças em comissões, que apenas avisa o colegiado.

Os partidos do chamado centrão - PMDB, PP, PR, PTB, PSD - estão em contato com o Palácio do Planalto na contagem dos votos. O principal cacique do PR, o ex-deputado Valdemar da Costa Neto, esteve com o presidente Michel Temer recentemente e prometeu que os cinco votos do partido na CCJ serão contra a denúncia da PGR. O PR ainda analisa se muda um ou dois deputados.

A composição da CCJ mudará até o dia da votação. Na segunda-feira, o relator do caso, o deputado Sérgio Zveiter (PMDB-RJ), entregará seu parecer. Apesar de aliados dizerem que ele iria pedir mais prazo, o próprio Zveiter disse a colegas da oposição, em conversa de plenário, que o cronograma do presidente da CCJ, deputado Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), é de entrega do parecer no dia 10.

Os aliados tentarão reduzir o número de falas para não demorar demais a votação. Querem encerrar na sexta-feira.

O líder do PMDB na Câmara, deputado Baleia Rossi, disse que a saída de Fogaça será a única, O partido confia até mesmo no deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), que deixou o Ministério da Justiça rompido com Temer.

Para não deixar Temer alheio às articulações, como ocorreu na viagem anterior ao exterior, o vice-líder do governo na Câmara, deputado Beto Mansur (PRB-SP), viajou com Temer.

A base aliada do presidente Michel Temer mostrou, pelo menos, articulação para realizar uma sessão em plena sexta-feira, com a presença de mais de 51 deputados, que é o quorum mínimo para que seja realizada. Os líderes do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), e do Congresso, deputado André Moura (PSC-SE), e do PMDB na Câmara, deputado Baleia Rossi (SP), entre outros, mobilizaram as bancadas. E integrantes da tropa de choque estiveram na sessão, como Carlos Marun (PMDB-MS) e Darcísio Perondi (PMDB-RS). O governo precisa que haja a contagem de cinco sessões da Câmara como prazo para que a denúncia seja votada na Comissão de Constituição de Justiça (CCJ), o que deve ocorrer a partir de quarta-feira (12). Até agora, foram duas sessões. A terceira será na segunda, quando será entregue o parecer do deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ) sobre o caso; haverá pedido de vista de dois dias, o prazo será retomado na quarta-feira.

Da tropa de choque, Marun fez discurso criticando o presidente em exercício do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE).

— Suas palavras ontem foram pusilânimes. Este ataque que o presidente está sofrendo não pode ser tratado como uma confraria, como se fosse a disputa pela Liderança de uma confraria de amigos. A política não é negócio e não pode ser. Quem pensa que a política é negócio deve ser afastado da política — disse Marun.

— Hoje, 70 deputados permaneceram e vieram aqui — comemorou Perondi.

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