SÃO PAULO — A Polícia Militar de São Paulo dispersou com bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha um protesto feito por estudantes da Universidade de São Paulo (USP) em frente à reitoria da universidade. O ato convocado pelos alunos criticava o pacote de corte de gastos que o reitor Marco Antônio Zago planeja aprovar em reunião do Conselho Universitário.
Durante a ação da PM, dois estudantes foram detidos. Um deles é estudante da Escola de Comunicações e Artes (ECA) e outro é aluno do curso de Ciências Sociais. Os alunos foram encaminhados para o 93º DP e são acompanhados pelo advogado do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), Luiz Eduardo Greenhalgh, de acordo com informações do Centro Acadêmico Lupe Cotrim (Calc), que representa os alunos da ECA.
Durante o protesto, estavam presentes parlamentares como os deputados estaduais Carlos Giannazi (PSOL), João Paulo Rillo (PT) e a vereadora Juliana Cardoso (PT).
O clima entre alunos, funcionários e a Reitoria da USP ficou conturbado após a construção de uma grade ao redor da reitoria, incluindo uma área de convivência conhecida pelos estudantes como “Prainha”. A reitoria passou a controlar o acesso de estudantes no local e, por determinação do Ministério Público, tenta mover a sede do Sintusp da área. Apesar do corte de gastos, a Reitoria investiu R$ 631 mil na obra.
De acordo com a Reitoria, a decisão foi feita para resolver questão de segurança do espaço entre os acessos dos prédios da Reitoria e o da ECA. A gestão da Universidade afirma que ocorrem no local exploração comercial e ilegal de vendas. Em dezembro de 2015, o médico Benício Orlando Saraiva Filho, foi agredido no local.




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