A PF prendeu, na manhã de hoje (24), o conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, Domingos Brazão, o deputado federal Chiquinho Brazão, e o ex-chefe da Polícia Civil do RJ, Rivaldo Barbosa. Os três são suspeitos de mandar assassinar a vereadora Marielle Franco.
As prisões ocorrem logo depois da homologação da delação premiada do ex-policial militar Ronnie Lessa, um dos executores do crime.
Lessa entregou à PF os nomes dos mandantes e revelou que a motivação do crime foi o fato de Marielle denunciar a ação de milícias, no Rio de Janeiro, que eram comandadas por um grupo político.
Segundo o ex-PM, Domingos, Chiquinho e Rivaldo foram os autores intelectuais do crime. Lessa também afirmou que antes da execução de Marielle, ele participou de diversos encontros com o trio para combinar detalhes da ação.
A “Operação Murder” ainda está em andamento e além das prisões dos supostos mandantes, também cumpre 12 mandados de busca e apreensão. Estes mandados são cumpridos no TCE do Rio, na sede da Polícia Civil e em endereços ligados aos alvos.
Marielle e o motorista dela, Anderson Gomes, foram assassinados a tiros no dia 14 de março de 2018, em uma emboscada minuciosamente planejada. O crime chocou o país e causou revolta popular.


