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PF pede afastamento de policiais legislativos acusados de atrapalhar Lava-Jato

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BRASÍLIA — O delegado da Polícia Federal (PF) Felipe Alcântara de Barros Leal pediu novamente o afastamento de vário policiais legislativos do Senado acusados de terem tentado atrapalhar as investigações da Operação Lava-Jato. Em outubro de 2016, quatro deles já tinham sido afastados, na Operação Métis, mas foram posteriormente reintegrados ao serviço. O delegado argumenta que agora eles estariam retaliando testemunhas.

Não há detalhes sobre quem são os policiais legislativos. Por enquanto, está disponível apenas um despacho do ministro Edson Fachin, relator do caso, determinando que a Procuradoria-Geral da República (PGR) seja ouvida sobre o assunto. Fachin ainda não deferiu nem negou o pedido.

"Nesta ocasião, o Delegado de Polícia Federal Felipe Alcântara de Barros Leal requer novo afastamento da função pública de diversos policiais legislativos, sob o argumento de que tais agentes públicos, de forma superveniente, teriam implementado retaliações contra testemunhas inquiridas em sede investigatória", diz trecho do despacho de Fachin de 1º de fevereiro de 2018.

Em outubro de 2016, o juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, determinou o afastamento de Pedro Ricardo Araújo Carvlaho, Antônio Tavares dos Santos Neto, Everton Elias Ferreira Taborda e Geraldo Cesar de Deus Oliveira. Como a investigação poderia esbarrar em senadores, que têm foro privilegiado, o então relator da Lava-Jato no STF, ministro Teori Zavascki, determinou que o processo deveria ser tocado na corte. Ele também autorizou a volta dos policiais legislativos ao trabalho. Teori morreu em janeiro de 2017, sendo substituído por Fachin na relatoria dos processos da Lava-Jato.

Os quatro policiais legislativos alvos da PF em 2016 foram acusados de fazer varreduras fora das dependências do Senado para proteger senadores e ex-senadores contra o avanço da Lava-Jato. Entre os beneficiários dos serviços estariam o ex-presidente da República José Sarney, o senador Fernando Collor (PTC-AL), a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e o ex-senador Edson Lobão Filho (PMDB-MA).

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