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Perícia feita por defesa de Lula desmente Glaucos e ‘atesta’ assinaturas em dias diferentes

SÃO PAULO - Um laudo independente apresentado pela defesa do ex-presidente diz que os do apartamento que, segundo o Ministério Público Federal (MPF) foi dado a Lula como propina da , são verdadeiros. De acordo com o advogado do petista Cristiano Zanin Martins, os documentos foram assinados em datas diferentes, ao contrário do que afirma o empresário , a quem é atribuída a propriedade do imóvel. O “Relatório Pericial Preliminar”, asinado pelo perito Celso Del Picchia "confirma integralmente a autenticidade e a capacidade probatória dos 31 recibos anteriormente apresentados na Ação Penal", diz nota da defesa.

O MPF alega que a Odebrecht comprou o imóvel vizinho ao apartamento onde Lula mora, em São Bernardo do Campo, e o entregou ao ex-presidente, fraudando a compra por meio de um contrato com Costamarques. Todas as partes já foram ouvidas, mas o juiz Sergio Moro não pode dar a sentença antes do resultado da perícia nos recibos de aluguel recebidos pelo empresário.

O advogado de Lula contesta, relaciona a quantidade de canetas usadas por Costamarques para as assinaturas, afirma que “é possível afastar, categoricamente, a hipótese de que os recibos tenham sido impressos e assinados em uma única oportunidade" e que é possível "atestar que as peças em foram produzidas e firmadas em diferentes períodos”.

Em seguida, Zanin fala sobre as canetas: "foram utilizados, na lavras das assinaturas, 14 diferentes instrumentos gráficos (sendo uma hidrográfica e 13 esferográficas diversas)”.

Costamarques diz que assinou todos os recibos de aluguel de 2015 de uma única vez, quando estava internado num hospital em São Paulo. Ele teria sido procurado pelo contador de Lula, João Muniz Leite, a pedido do advogado Roberto Teixeira, compadre do ex-presidente.

Ainda de acordo com a nota de Zanin, nos textos dos recibos, "foram utilizadas, ao menos, duas diferentes impressoras a laser e três diferentes impressoras jato de tinta”.

O juiz Sergio Moro aceitou pedido do Ministério Público Federal para que Glaucos da Costamarques e o contador João Muniz Leite sejam ouvidos de novo no processo em que Lula é acusado de ter recebido benefícios da Odebrecht. No dia 15 de dezembro os dois falarão sobre os recibos de aluguéis apresentados por Lula, cuja veracidade foi colocada sob suspeita pelos procuradores.

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