O grupo localizou, a 5 metros de profundidade, cinzeiros, petisqueiras, saladeiras, plataformas para bolo de cristal e lustres. Peças raras, os lustres estão em perfeito estado de conservação. O naufrágio aconteceu no bairro do Mucuripe, mas o material encontrado já desgarrado do navio foi achado na praia da Leste-Oeste, distante cerca de dez quilômetros do afundamento.
Na época do naufrágio, parte da carga do Amazona, composta por toras de madeira e folhas de compensado, foi saqueada e negociada com madeireiras. O restante afundou, ficando longe da sanha dos saqueadores. Os objetos serão doados para o Estado e deverão compor a decoração do Acquário Ceará, que está sendo construído na Praia de Iracema, segundo o pesquisador Augusto César Barbosa. A obra deve ser concluída em 2015.
Barbosa conta que enfrentou resistência de órgãos do Meio Ambiente para realizar o mergulho. Agora, a Secretaria de Turismo estima que a descoberta estimulará a visita ao Acquário Ceará.
Obstáculos
Barbosa se queixa da dificuldade para obter novas licenças para realizar outros mergulhos. Segundo ele, a Marinha burocratiza a pesquisa e coleta. O capitão dos portos do Ceará, Adauto Silva Júnior, porém, diz que a Marinha exige etapas legais para a pesquisa e recolhimento de material no fundo do mar. "A descoberta de um bem submerso não dá direito ao pesquisador de remoção. Seguimos procedimentos legais." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

