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PCC pagava R$ 20 mil a funcionários de aeroporto para embarcar malas com drogas para o exterior

PCC pagava R$ 20 mil a funcionários de aeroporto para embarcar malas com drogas para o exterior
PCC pagava R$ 20 mil a funcionários de aeroporto para embarcar malas com drogas para o exterior

O caso da troca de malas que levou duas brasileiras para cadeia por tráfico de drogas na Alemanha ganhou novos detalhes. Dessa vez, a Polícia Federal descobriu que cada funcionário do Aeroporto de Guarulhos, cooptado para atuar no esquema criminoso, recebia ao menos R$ 20 mil por mala de drogas que conseguia embarcar.

O pagamento partia da facção Primeiro Comando da Capital (PCC), que articulava tudo por meio de um intermediador.

Na semana passada, sete funcionários do Aeroporto de Guarulhos foram presos por envolvimento no crime. Na casa de um deles a PF apreendeu mais de R$ 40 mil.

O esquema não é novo e tem feito várias vítimas desde 2019. Mensagens encontradas no celular de um funcionário, 24, preso em outro caso semelhante ocorrido em 2021, deixam claro o envolvimento do PCC.

No celular dele foram encontradas diversas conversar com um homem identificado como “Zoio” ou “MC” que era o responsável por recrutar os trabalhadores do aeroporto e por pagá-los para embarcar a droga.

Durante buscas na casa desse funcionário, a polícia encontrou quase R$ 95 mil, além de droga.

De acordo com a PF, o valor de R$ 20 mil pago aos presos equivale a mais de um ano de trabalho, já que os suspeitos recebem cerca de R$ 1.600 por mês no emprego no aeroporto.

Em outro caso, um homem chegou a matar o colega de trabalho que o denunciou ao descobrir que ele operava a troca de malas na área de carga e descarga.

 

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