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Paralisação de PMs no Espírito Santo é 'inaceitável', diz Temer

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BRASÍLIA - Uma semana após o começo da crise de segurança pública no Espírito Santo, que já deixou 120 mortos e tem policiais em greve, o presidente Michel Temer chamou de "inaceitável" a paralisação de policiais. Em nota nesta sexta-feira, Temer disse que enviará militares a estados, como o fez ao Espírito Santo, "sempre que necessário".

"O estado de direito não permite esse tipo de comportamento inaceitável. O presidente conclama aos grevistas que retornem ao trabalho como determinou a Justiça e que as negociações com o governo transcorram dentro do mais absoluto respeito à ordem e à lei, preservando o direito e as garantias do povo que paga o salário dos servidores públicos, sejam eles civis ou militares", disse o presidente em nota assinada pela Secretaria de Comunicação da Presidência. Policiais

O governo federal autorizou o envio de dois mil homens e mulheres do Exército e da Força Nacional para o estado. Temer, nesta sexta-feira, disse que poderá repetir o gesto "sempre que necessário, em todos os locais onde for preciso", alegando que a população brasileira não pode ficar "refém" de reivindicações. Apesar de só se pronunciar sobre a crise no Espírito Santo após uma semana, Temer garante que acompanhava a situação "desde os primeiros momentos".

Desde sábado, policiais militares não saem dos quartéis. Familiares dos soldados bloqueiam a saída de viaturas, protestando por aumento salarial. Nesse período, já passa de 120 o número de mortes no estado. Escolas, postos de saúde e outros órgãos públicos também estão fechados.

Desde que autorizou que militares façam inspeções em presídios — após mais de 130 presos barbaramente assassinados no começo de janeiro —, o Palácio do Planalto vem defendendo o uso das Forças Armadas nos estados. Nesta quinta-feira, em palestra a gestores da Caixa Econômica Federal, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, lembrou o slogan do governo e os dizeres da bandeira nacional: "ordem e progresso", a fim de defender a "ordem".

— Essa questão da ordem e do progresso é o que está fazendo com que o governo esteja enviando ao Rio Grande do Norte, ao Espírito Santo, Rio de Janeiro, as Forças Armadas e a Força Nacional para manter a ordem e, com isso, garantir o progresso — afirmou Padilha.

No último dia 3, durante posse de Moreira Franco na Secretaria Geral — atualmente suspensa por liminar — e de mais três ministros, o presidente Michel Temer também havia defendido a importância da "autoridade" de militares nas ruas de estados com crise na segurança. Citando a Olimpíada do Rio, Temer afirmou:

— A presença de 38 mil homens da área federal, que lá (no Rio, durante a Olimpíada) se instalaram durante dois, três meses dando tranquilidade absoluta e revelando a presença da autoridade, do tipo, nós temos que ter progresso em tudo mediante ordem — disse, completando:

— Eu devo dizer que nós contamos com muito vigor, num país que precisa de muita autoridade.

Leia a nota na íntegra:

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