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Para ver sobrinho pela última vez, Lourdes Archer conta que foi extorquida

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A advogada Maria de Lourdes Archer Pinto disse que foi extorquida por um motorista da prisão na Indonésia para conseguir visitar o sobrinho, Marco Archer Cardoso Moreira, o brasileiro executado na Indonésia por tráfico de drogas em 18 de janeiro.

Em entrevista à Folha de S. Paulo, Maria de Lourdes disse que precisou pagar o motorista para que ele a levasse até onde Marco estava no dia anterior à execução. Dos funcionários do governo brasileiro presenciaram o episódio. O jornal não conseguiu entrar em contato com a embaixada da Indonésia em Brasília nesta sexta-feira.

Maria de Lourdes contou ao jornal que as autoridades locais demoraram para liberar a última visita a Marco, na véspera de sua execução, e que o ônibus que a levaria ao local estava demorando para sair e simulava esperar outras pessoas. Segundo ela, assim que propôs dinheiro, o motorista a levou até a prisão. Como é probido levar bolsa à visita, a advogada disse que no mesmo dia o motorista foi ao hotel onde ela estava hospedada para pegar o dinheiro, 300 mil rúpias indonésias (R$ 66). A quantia pedida foi 500 mil rúpias indonésias (R$ 109).


Maria de Lourdes Archer Pinto foi a última a ver Marco antes da execução Foto: Reprodução/ Facebook

A tia de Marco disse que o último encontro com o sobrinho não teve clima de despedida. Maria de Lourdes conta que deixou ele pensar que ela voltaria no dia seguinte, antes da execução, e que ainda tinha esperanças de que o Papa Francisco pudesse reverter o quadro.

Ela contou que ela só soube a data da execução alguns dias antes e precisou antecipar a viagem que faria para visitar Marco.

Durante a conversa com o sobrinho, ele estava nervoso e disse ter se arrepedido do crime de tráfico de drogas. De acordo com informações do jornal, Marco disse que seria morto, mas os chefes do tráfico continuariam vivos na prisão.

Marco foi preso em 2004, no aeroporto de Jacarta, ao tentar entrar no país com 13 quilos de cocaína escondidos nos tubos de uma asa-delta. Na entrevista à Folha de S. Paulo, Maria de Lourdes disse que convivia pouco com o sobrinho e só começou a ter mais contato com ele em 2010, quando a irmã dela (mãe de Marco) morreu. Ela alugava o apartamento do sobrinho em Ipanema, a um quarteirão da praia, para conhecidos e enviava o dinheiro para ele na Indonésia.

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