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Para Planalto, Câmara deverá adotar mesma decisão para todas denúncias

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BRASÍLIA - O Palácio do Planalto tem disseminado o discurso de que não terá dificuldade para enterrar as denúncias contra o presidente Michel Temer na Câmara. Nesta terça-feira, a denúncia de corrupção passiva apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) contra ele começa a andar na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Há a expectativa de que outras duas denúncias sejam apresentadas nas próximas semanas pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Mas, para aliados de Temer, a primeira denúncia será rejeitada, e, uma vez que a primeira for liquidada, as outras seguirão o mesmo caminho.

— Vai ser que nem a votação de PEC: depois que a primeira votação tem um resultado, as demais seguem tranquilamente — disse um auxiliar de Temer, comparando as denúncias às Propostas de Emenda à Constituição (PEC), que têm que ser submetidas a quatro votações: dois turnos na Câmara e dois turnos no Senado.

Hoje, na CCJ, será escolhido o relator da primeira denúncia. Apesar do otimismo do governo, pelas contas de aliados, o placar ainda é desfavorável a Temer, embora o governo tenha maioria na comissão. Depois de ser submetida à admissibilidade da CCJ, a denúncia terá de ser votada pelo plenário da Câmara. O Planalto aposta na "fragilidade" da peça apresentada por Janot para garantir os 172 votos necessários (um terço dos 513 deputados) para enterrar a denúncia.

Na avaliação de aliados do presidente, Janot não apresenta provas, apenas discorre sobre uma "narrativa", que ainda carece de investigação. A alegação do governo é que os deputados não vão querer tirar um presidente com base em “uma denúncia fraca, sem provas”.

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