O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reconhece que é preciso melhorar nos indicadores em algumas áreas, entre elas os de transplante de coração e de pulmão. A ideia é aumentar repasses para centros para criar melhores condições para manutenção do órgão antes de o transplante ser realizado. Há uma estimativa de que 20% de órgãos candidatos à transplante não sejam usados. Um número que, na avaliação da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos é semelhante em outros países do mundo.
Hoje o ministério publicou regras para disciplinar o transplante de órgãos entre vivos de estrangeiros que não residem no Brasil. A norma estabelece condições para que o transplante seja feito, como grau de parentesco entre doador e receptor. Para que transplante seja feito no SUS, no entanto, é preciso que paciente seja procedente de um país que tenha acordo de reciprocidade. Algo que ainda não existe com nenhum país, o que torna, para a rede pública a medida ainda sem eficácia. A medida se antecipa a um movimento que começa a aumentar de estrangeiros, principalmente de países vizinhos, reivindicando o transplante no Brasil.



