Noventa, 44 anos, é filiado ao PDT e já foi vereador de Taboão da Serra, na região metropolitana. Era diretor de Finanças da atual gestão de Jorginho, até romper com o atual presidente. Nos anos 90, ele foi indiciado em inquéritos policiais sob a acusação de roubo, estupro, homicídio e outros crimes, mas não sofreu condenações nesses casos. Mais recentemente, em 2011, foi investigado pela Polícia Civil sob suspeita de usar uma cooperativa de vans e ônibus de transporte público para lavar dinheiro obtido pela facção criminosa PCC.
Os dois candidatos trocaram acusações de enriquecimento ilícito e ligação com o crime organizado. No dia marcado para a eleição da entidade, no fim de julho, uma confusão relacionada à distribuição das urnas terminou em um tiroteio que deixou três pessoas baleadas. O inquérito sobre o caso ainda está em andamento na Polícia Civil.
Por causa da violência e da ameaça de paralisação da categoria por causa da disputa, o que poderia prejudicar milhões de passageiros de ônibus, a nova eleição foi organizada e supervisionada pelo MPT. Os votos foram computados entre quinta e sexta-feira e a apuração foi feita sob orientação da procuradoria.
A eleição teve, ao todo, 21,3 mil votantes. O sindicato tem cerca de 29 mil eleitores. A reportagem tentou contato tanto com o atual presidente quanto com o sucessor, mas nenhum dos dois foi localizado na manhã desta segunda-feira.

