Segundo as investigações, as mulheres eram atraídas com falsas promessas de trabalho no exterior e, ao chegar ao país, eram obrigadas a se prostituir em boates da quadrilha para o pagamento da dívida da viagem. No Brasil, moradoras de Goiás eram o principal alvo do grupo criminoso, que recrutava as mulheres por meio, principalmente, de redes sociais.
A Operação Ninfas teve abrangência internacional, sendo deflagrada simultaneamente nas províncias de Ourense e Pontevedra, na Espanha, e em Goiás e no Distrito Federal. Aqui, os policiais cumpriram quatro mandados de condução coercitiva e outros quatro de busca e apreensão. O líder da quadrilha, que está entre os presos, também teve seu mandado de prisão expedido no Brasil. Todos os envolvidos responderão por tráfico internacional de pessoas para fins de exploração sexual.
De acordo com informações da PF, durante a operação ainda foram apreendidos boletos bancários de remessa de dinheiro ao Brasil, passagem aéreas e veículos da quadrilha. Os bens e contas bancárias dos acusados foram bloqueados. Essa foi a segunda grande operação conjunta entre as polícias brasileira e espanhola para combate ao tráfico de pessoas deflagrada neste ano.


