Segundo a Polícia Civil fluminense, o grupo criminoso que atuaria em uma fraude milionária contra empresários, bancos e o poder público, teria cometido mais de 550 casos de estelionato. Um dos principais integrantes do grupo seria Rogério Manso Moreira, que foi preso em Duque de Caxias ao amanhecer desta segunda-feira.
O golpe, segundo a Polícia Civil, consistiria em prometer a pequenos empresários grandes possibilidades de negócio com o poder público, em licitações supostamente arranjadas. Mas, para participar, os empresários teriam que ampliar o capital de suas empresas. Para se enquadrar, os donos dos negócios contrariam empréstimos na rede bancária. Sem conseguir pagar, os empresários eram convencidos pela quadrilha a abrir novas firmas e a vender a eles mesmos as antigas, endividadas.
Com o CNPJ da empresa antiga, assumidas agora por laranjas, eles voltavam a pedir empréstimos, ainda maiores. Com o dinheiro, eles injetavam recursos em novas vítimas, construindo uma espécie de pirâmide em que o capital arrecadado junto aos primeiros participantes é usado com atrativo para conquistar os que vêm depois.
A quadrilha teria movimentado cerca de R$ 40 milhões nos últimos dois anos, estima a Polícia Civil. Para lavar o dinheiro, o grupo teria adquirido 82 caminhões. Os envolvidos deverão responder por lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e estelionato.


