SÃO PAULO - Em depoimento a procuradores, o empresário Marcelo Odebrecht afirmou que o grupo que leva o nome de sua família teria repassado US$ 3 milhões ao candidato à presidência do Peru Ollanta Humala, que comandou o país de 2011 a 2016. O pagamento teria sido um pedido de Antônio Palocci e liberado pelo Setor de Operações Estruturadas, criado dentro da empresa para pagamento de propina.
A Odebrecht, como parte de um acordo judicial nos Estados Unidos, , período que compreende os governos dos ex-presidentes Alejandro Toledo, Alan García e Humala.
Em Lima, Humala disse a jornalistas que não tem ideia sobre o que levou Odebrecht a fazer essas afirmações, e que está auxiliando nas investigações. Humala explicou ainda que durante sua campanha se reuniu com todos os grupos empresariais, em embaixadas, sedes institucionais, e nas sedes da campanha, mas que nunca houve pagamento ilícito, “senão teria reportado.
— Não havia financiamente porque seria completamente ilegal — afirmou.

