O senador José Serra (PSDB-SP) se tornou réu na investigação que apura o recebimento de 'Caixa 2' no valor de R$ 5 milhões em doações eleitorais não contabilizadas na campanha eleitoral de 2014. A denúncia foi acatada pelo juiz Marco Antonio Martin Vargas, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, nesta quarta-feira (4), no dia em que o caso seria prescrito, perderia a validade.
De acordo com o R7, estão envolvidos no caso, o fundador da Qualicorp, José Seripieri Júnior, e os empresários Artur Azevedo Filho, Rosa Maria Garcia e Mino Matos Mazzamati. Eles responderão, na medida de suas participações, por associação criminosa, falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro, com penas que variam de 3 a 10 anos de prisão.
O esquema foi alvo da Operação Paralelo 23, a terceira fase da Lava Jato junto à Justiça Eleitoral de São Paulo. A investigação contra Serra é baseada no entendimento do STF de que cabe à Justiça Eleitoral a apuração de crimes conexos aos eleitorais. Como o tucano ainda está no exercício do mandato, as investigações, na primeira instância, se restringem aos fatos de 2014.


