Ravi foi sequestrado da Maternidade Municipal Maria Amélia Buarque de Hollanda enquanto a mãe e a avó paterna, Patrícia Cunha, cochilavam no quarto. "Eu levantei, olhei para o bercinho dele e já estava vazio", contou Nívea.
"É direito da minha nora cochilar dentro de uma instituição que nos promete segurança", disse a avó.
Seis horas após seu desaparecimento, as polícias Civil e Militar encontraram Ravi em uma casa no Morro do Borel, na Tijuca, na zona norte da cidade, graças a uma denúncia anônima. Segundo a investigação, a mulher suspeita de levar a criança teria passado 12 horas dentro da instituição e roubado o bebê para sustentar a história de uma gravidez falsa que inventou para manter um relacionamento.
"Uma mãe não deveria viver isso. Ninguém (deveria)", disse, também emocionada, a avó de Ravi. "Foram seis horas procurando em lixeiras, no canto do banheiro e imaginando o pior", completou.
Segundo o delegado Mário Andrade, responsável pelo caso, a mulher detida vai responder pelo crime de subtração de menores, cuja pena pode chegar a seis anos de prisão.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro afirmou que ainda "analisa as imagens" e vai "aguardar o avanço da investigação" para determinar "onde pode evoluir no sistema de segurança".
"Que possa haver justiça e mudança nesse caso", disse Patrícia ao Fantástico. "Porque o meu neto apareceu e a gente comemora, mas poderia estar chorando também como muitas mães estão chorando até hoje."

