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Napoleão Maia faz desabafo sobre notícias de que seria acusado em delações

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BRASÍLIA - O ministro Napoleão Nunes Maia fez um desabafo antes de começar seu voto no processo de cassação da chapa Dilma-Temer. Visivelmente irritado reclamou de uma notícia sobre a visita do seu filho pela manhã no tribunal, quando foi barrado por seguranças, da menção feita a ele na delação da JBS e de uma matéria que aponta a existência de acusação contra ele também na colaboração da OAS, ainda em negociação.

— Sou inocente, estou sendo prejudicado no meu conceito. Tenho mais de 30 anos de juiz — afirmou, irritado.

Napoleão afirmou que recebeu de um pastor da igreja que frequenta um questionamento sobre a citação feita na delação da JBS e que respondeu dizendo que esperava que desabafe sobre a pessoa que o citou a "ira do profeta". Prosseguiu dizendo que não diria o que significava isso, mas que faria o gesto. Na sequência, fez o gesto de uma decapitação.

O ministro disse ser mentirosa a menção feita a ele na delação da JBS, de que poderia ajudar a empresa fazendo intermediação junto ao juiz Vallisney Oliveira.

— Mentira deslavada, completa, cínica e sem vergonha. nunca falei com doutor Vallisney sobre esse tema — afirmou.

— (O delator) disse isso para me incriminar em troca das benesses que recebeu. A delação está servindo para isso. Alguém está sendo influenciado a denunciar alguém em troca das benesses — complementou.

O ministro disse nunca ter se reunido com ninguém da OAS. Afirmou que um levantamento feito por sua equipe verificou que todas as suas decisões foram contra a empresa.

— É preciso por um paredeiro nisso. tem que se por um freio nisso. isso está descambando para uma relação que não pode chegar a bom termo — disse.

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