No último domingo (7) Crislaine de Oliveira foi atendida pelo Corpo de Bombeiros por volta das 15h, após ser atacada por uma piranha em uma praia de Itaituba (PA). Ela foi levada ao hospital municipal da cidade onde faz curativos e precisou levar 30 pontos.
Após o ataque a professora permaneceu consciente e foi levada ao hospital. Ela contou ao UOL que foi até a praia de Aramanai, no rio Tapajós e ficou assustada com a gravidade da mordida.
"Eu senti uma picada rápida que puxou, na hora, náo achei que fosse uma mordida grande. Achava que era só uma picadinha até porque estou acostumada com peixes da região. Senti a fisgada e rapidamente saí. Eu ainda vi quando ela pulou com um pedaço da minha perna, vi aquele sangue, mas não imaginava que era um pedaço da minha perna, quando vi o tamanho do buraco, me apavorei".
Com uma única mordida, o ferimento profundo precisou de mais de 30 pontos e o procedimento durou 2 horas. Cristiana está de cama se recuperando lentamente.
Conforme o pesquisador Luano Montag, do laboratório de Ecologia e Conservação do Instituto de Ciências Biológicas da UFPA, o incidente está longe de ser um caso isolado, pois existem mais de 20 espécies espalhadas por toda América do Sul. Ele alerta que para evitar ataques de piranha é recomendado não se banhar perto de lugares onde haja limpeza de peixes ou churrasco", completou.

