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Mulher que antecipou parto por causa do Coronavírus morre após 17 dias na UTI

Vítima do coronavírus

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Mulher que antecipou parto por causa do Coronavírus morre após 17 dias na UTI
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Após 18 dias lutando pela vida no pronto-socorro de Rio Branco, a acadêmica de psicologia Patydan Castro, 34, que perdeu o bebê após um parto induzido por conta da Covid-19, não resistiu às sequelas da doença e morreu na noite dessa terça-feira (23) em uma UTI da unidade.

Segundo um site de notícias do Globo, abalado e ainda sem saber como vai contar para a filha de 4 anos sobre a morte da mãe e do irmãozinho que ela tanto esperava, o marido de Patydan, o médico Raimundo Castro lembrou de como ela era e disse que vai deixar saudade.

O médico contou que a causa principal da morte da mulher foi uma pneumonia hospitalar e a secundária foi a Covid-19.

"A Covid ela neutralizou, mas as bactérias que ela pegou na UTI que levaram ela a óbito. Apesar de ela ter um teste negativo para Covid e estava na UTI comum, mas no atestado de óbito veio como causa a Covid, então a família decidiu que ela vai ser enterrada direto, para não colocar em risco as outras pessoas", disse o marido em entrevista ao Globo.

A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) confirmou que a morte de Patydan vai entrar no na estatísticas de Covid-19 e que a Vigilância em Saúde aguarda o município informar o óbito para ser incluído no boletim diário dos casos da doença.

No último dia 19 de junho, o resultado do exame de PCR, que tem o objetivo de identificar o vírus no período em que está no organismo, mostrou que ela já não estava mais com a doença e que, portanto, já era considerada curada. No dia seguinte ela foi transferida da UTI Covid para uma UTI normal do pronto-socorro.

Apesar de não estar mais com a Covid-19, Patydan continuou internada tratando das sequelas da doença, já que, segundo o marido, estava com pneumonia e trombose.

A acadêmica, que estava no sexto mês de gravidez e com Covid-19, estava internada há 17 dias na UTI do pronto-socorro. O parto induzido foi feito na segunda-feira (15) na tentativa de não colocar em risco a vida da mãe e do bebê.

O bebê nasceu vivo e, em seguida, teve uma parada cardíaca, chegou a ser reanimado por quase uma hora pela equipe médica, mas não resistiu. Em coma induzido, Patydan não chegou a receber a notícia sobre a perda do bebê. Ela deixa uma filha de 4 anos.

 

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