A coordenadora de eventos Denize Kaluf, 59, denunciou seu vizinho por assédio e injúria, estampando uma faixa com pedido de socorro em sua varanda, na zona sul de São Paulo.
De acordo com a vítima, o caso foi denunciado à administradora do prédio onde mora, entretanto, nada foi feito. O vizinho mora na frente dela e, segundo Denize, gritava ofensas para ela como "vagabunda" e "vadia".
Em entrevista ao G1, a mulher relatou que a perseguição iniciou há dois anos. "Em dezembro de 2021, comecei a notar que as ofensas tinham um alinhamento com as coisas que eu fazia no meu apartamento. Até que um dia, em abril de 2022, fui até a cozinha, estava com as janelas abertas e ouvi 'sai do celular vagabunda, vai buscar o que fazer'", relatou.
Após os ataques ficarem ainda mais frequentes, afetando o psicológico da vítima, a mulher procurou o síndico para fazer uma reclamação. "Ele me disse que eu precisava formalizar por e-mail, algo que já tinha feito centenas de vezes", disse Denize.
A vítima explicou que estampou a faixa como último recurso para tentar cessar o assédio e a injúria. "Eu já estava sem dormir, com o emocional abalado e resolvi fazer a faixa para chamar a atenção do edifício", explicou.
A mulher explicou que realizou um boletim de ocorrência em 2022, mas perdeu o prazo de representação. Após estampar a faixa, a mulher retornou à delegacia para realizar outra denúncia. Segundo ela, após a atitude o vizinho parou com as ofensas.
Com o aviso, uma ex-moradora do mesmo prédio procurou a mulher para relatar que também sofreu os ataques pelo vizinho, e chegou a fazer um B.O do caso em 2021.

