Na marcha, que reunia cerca de 50 mil manifestantes e transcorria, na quase totalidade, de forma pacífica, ficou reservada ao MST a tarefa de realizar cordões de isolamento. Eles protegem os manifestantes e tentam conter as ações de vândalos, de acordo com o integrante da direção estadual do MST Sílvio Netto. "Fomos chamados a participar porque o MST é a organização que, em 30 anos de experiência, acumulou experiências importantes na luta social", disse. "Aqui, somos a tropa de choque da classe trabalhadora."
Os protestos no País tiveram até agora um caráter essencialmente urbano. Mas, na avaliação do movimento, qualquer projeto de reforma urbana passa pelo debate da mudança agrária. "O governo Dilma paralisou todas as iniciativas de reforma agrária no País. É preciso forçá-la a retomar o processo", disse.

