O anúncio de uma vaga de emprego foi parar na Justiça em São Paulo. Isso porque um dos requisitos do contratante era de que o candidato já tivesse sido vacinado contra a covid-19 com a vacina da Pfizer.
A vaga em questão era para o cargo de governanta e o salário ofertado era de R$ 1.600. Na descrição, o anunciante afirmava que era obrigatório que a candidata já estivesse imunizada com as duas doses da vacina, porém, não participaria do processo de entrevista e seleção quem tivesse recebido outras vacinas que não fosse a Pfizer.
A publicação chamou a atenção do Ministério Público do Estado (MP/SP), de Campinas, que decidiu abrir uma investigação.
Em entrevista à CNN, o infectologista Sérgio Zanetta explicou que nada justifica a exigência e que todas as vacinas administradas no país são eficazes contra a doença e não apenas a da Pfizer:
"Não há justificativa alguma, do ponto de vista científico. Isso tem a ver com um pré-conceito que algumas pessoas desenvolveram a partir da má leitura ou má interpretação das informações. Cada vacina tem uma plataforma de testes, um número final de eficácia, mas uma vacina não foi testada contra a outra".
O portal “Trabalha Brasil”, onde a vaga foi publicada, exclui o anúncio e disse que não compactua com qualquer tipo de discriminação.

