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MP altera denúncia contra autor de atentado ao Porta dos Fundos

MP altera denúncia contra autor de atentado ao Porta dos Fundos
MP altera denúncia contra autor de atentado ao Porta dos Fundos

Manaus/AM - O Ministério Público do Rio de Janeiro, na última quarta-feira (13), alterou a denúncia contra o empresário e economista Eduardo Fauzi pelo ataque com coquetéis molotov à sede da produtora do grupo humorístico Porta dos Fundos, no Humaitá, Zona Sul do Rio de Janeiro, na véspera de Natal de 2019. Em vez de tentativa de homicídio, o réu agora é acusado do crime de causar incêndio.

Segundo o Conjur, a mudança ocorreu após a 3ª Vara Criminal da capital fluminense, que julga ações de competência do tribunal do júri, descartar a hipótese de crime doloso contra a vida e determinar a redistribuição do caso. A ação agora tramita na 35ª Vara Criminal do Rio. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Na primeira versão da denúncia, o MP-RJ alegou que Fauzi assumiu o risco de matar o vigilante do edifício, que estava na portaria no momento do ocorrido e podia ser visto pelo lado externo. O homem só não morreu porque teve pronta reação e conseguiu controlar o incêndio e fugir do imóvel.

O atentado teria sido motivado pela discordância com relação ao especial de Natal lançado naquele ano pelo Porta dos Fundos na plataforma de streaming Netflix. A produção mostrava uma versão homossexual de Jesus Cristo, com um namorado.

O empresário chegou a ser acusado de terrorismo, motivo pelo qual o processo migrou temporariamente para a Justiça Federal. No entanto, a ação foi devolvida à Justiça estadual por falta de indícios do crime.

Fauzi foi identificado como um dos cinco autores do atentado devido ao flagrante das câmeras de segurança, que o mostraram deixando o carro usado na fuga. Dias após o ataque, ele chegou a gravar e divulgar nas redes sociais um vídeo em que chamava os humoristas do Porta dos Fundos de "intolerantes" e "criminosos" contra a pátria e o povo brasileiro.

O economista deixou o Brasil cinco dias após o ataque e um dia antes da decretação de sua prisão. Ele entrou para a lista de foragidos internacionais da Interpol e foi detido em setembro de 2020 na Rússia. Fauzi foi extraditado em março deste ano e atualmente está detido no Rio.

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