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Movimento Passe Livre volta às ruas de São Paulo

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SÃO PAULO. O Movimento Passe Livre voltou às ruas nesta quinta-feira na capital paulista. Os estudantes realizaram manifestação contra as mudanças feitas pelo prefeito de João Doria no horário de uso do passe escolar. Aos gritos de "Acabou a paz, mexer com estudante é mexer com satanás", eles ocuparam o Largo da Batata, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo, e seguiram em caminhada até a casa do prefeito João Doria, nos Jardins.

Na Avenida Faria Lima, esquina com a Avenida Rebouças, os manifestantes queimaram duas catracas e pularam a fogueira, num ato simbólico chamado de “uma vida sem catracas”.

A Polícia Militar cercou a casa do prefeito e, na Avenida Cidade Jardim, os policiais impediram que os jovens seguissem em passeata e chegassem à mansão do prefeito, chamado pelos estudantes de "prefeito playboy".

Os jovens recuaram e não seguiram em frente. Recuaram e entregaram para um capitão da Polícia Militar um "troféu" chamado "corte inovador", que seria levado a Doria. O policial pegou o troféu e em seguida colocou no chão, dizendo que precisava ter as mãos livres para continuar a fazer a segurança do evento.

Os policiais ouviram várias palavras de ordem dos estudantes, que protestaram contra a ação da PM sem violência. "Que vergonha deve ser, oprimir o estudante para ter o que comer" e "Ei fardado, você é explorado" foram algumas das provocações ouvidas pelos policiais.

Os estudantes dispersaram a manifestação e prometeram novos atos para as próximas semanas.

Na última segunda-feira, o grupo fez um ato na frente da Câmara Municipal também contra as privatizações do prefeito João Doria.

Até julho passado, os estudantes podiam fazer oito embarques ao dia, mas no período de 24 horas.

Desde o início deste mês, os estudantes recebem 48 cotas mensais, que permitem até quatro embarques num período de duas horas, duas vezes por dia. Para ir e voltar da escola serão usadas pelo menos duas cotas diárias. Quem estuda em instituições de ensino que exigem apenas uma semanal deverá receber apenas dez cotas mensais.

A tarifa de ônibus, metrô e trens em São Paulo custa R$ 3,80.

Em abril, o governo do estado e a prefeitura anunciaram aumento no preço da integração, que passou de R$ 5,92 para R$ 6,80.

Apenas o preço das passagens unitárias foi mantido. O bilhete 24 horas teve aumento de 50% - passou de R$ 10 para R$ 15. O bilhete 24 horas integração aumentou de R$ 16 para R$ 20.

O bilhete mensal comum subiu de R$ 140 para R$ 190 e o bilhete integração mensal de R$ 260 para R$ 300.

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