No dia 20 de junho, Azevedo atropelou 13 manifestantes, entre eles o estudante Marcos Delefrate, de 18 anos, que morreu no local. O delegado Paulo Henrique Martins, responsável pelo caso, diz acreditar que o acidente foi uma ação proposital do acusado, que teria avançado por querer seu carro contra os manifestantes. Isso porque havia outras alternativas em vez de tentar atravessar o protesto.
Martins contou que nem o acusado ou sua defesa fizeram qualquer contato com a polícia, informando se ele irá ou não se apresentar. Diante disso, foi pedida sua prisão preventiva para evitar que a temporária perca a validade, dessa forma ele continua sendo considerado foragido da Justiça até o julgamento. Diligências foram realizadas, mas não há pistas de onde ele possa estar escondido.
O caso
No dia da manifestação, o empresário saía de um supermercado quando se deparou com o ato contra o valor da tarifa de ônibus que acontecia no cruzamento das avenidas João Fiúsa e José Adolfo Bianco Molina, na zona sul de Ribeirão Preto. Após discutir com manifestantes, avançou com sua Range Rover blindada sobre eles matando o estudante. Outras pessoas tiveram ferimentos graves e duas delas, apesar de já estarem em casa, seguem com sequelas e em tratamento.

