Morreu neste sábado (11) aos 88 anos, Hildemar Diniz, o Monarco, presidente de honra da Portela. Ele foi internado no Hospital Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, zona Oeste do Rio de Janeiro, para passar por uma cirurgia no intestino e não resistiu devido a complicações. Ele deixou esposa, filhos e inúmeros fãs.
Considerado o símbolo do samba, o cantor e compositor é o mais antigo integrante da Velha Guarda da azul e branco de Madureira. Ele nasceu em Cavalcante, zona Oeste do Rio, e ainda jovem se mudou para Oswaldo Cruz, bairro de origem da Portela. Nesse tempo, teve contato com os sambistas da escola e logo começou a escrever letras de samba.
Suas letras melódicas o levaram à Majestade do Samba e em 1950 quando tinha apenas 17 anos, chegou a posição de compositor na Ala de Compositores da escola. A partir daí, deu-se início a sua carreira no samba. Seu primeiro disco foi lançado em 1976, o álbum contou com a participação de Paulo da Portela, em músicas como "Glórias do Samba", "O Quitandeiro" e "Lenço".
Já em 1980, ele lançou o segundo disco "Terreiro" que se tornou samba exaltação na Majestade do Samba. Ele também fez diversas parcerias com outros artistas como Marisa Monte, Paulinho da Viola, Zeca Pagodinho e Martinho da Vila. Já em 2019, seus álbum “De todos os Tempos”, foi indicado ao Grammy Latino de Melhor Álbum de Samba/Pagode.



