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Moro pede cooperação internacional para citar Rodrigo Tacla Duran

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SÃO PAULO. O juiz Sergio Moro pediu ao Ministério da Justiça que solicite às autoridades da Espanha citação do advogado Rodrigo Tacla Duran. Moro pede que Duran compareça em audiência dentro de 10 dias e apresente resposta à acusação, sob pena de a ação penal prosseguir à revelia . O prazo para citação do réu é de quatro meses.

Em agosto passado, uma reportagem da Folha de S.Paulo informou que, num livro prestes a ser lançado, Duran acusa o advogado trabalhista Carlos Zucolotto Junior, amigo e padrinho de casamento de Moro, de intermediar negociações dele com a força-tarefa da Operação Lava Jato. Rosângela Moro, mulher do juiz Sergio Moro, já foi sócia do escritório de Zucolotto. Segundo a reportagem, Zucolotto receberia valores por fora para ajudar a reduzir a pena de Duran num suposto acordo de delação premiada.

Moro divulgou nota confirmando a amizade com o advogado, que considera sério e competente, e afirmou que a acusação contra Zucolotto é falsa. O juiz afirmou que ele é foragido da Justiça e não merece crédito.A força tarefa da Lava-Jato também repudiou as afirmações e informou que a negociação de delação premiada de Duran havia sido encerrada por ser incompatível com os requisitos legais.

Duran prestou serviços para a Odebrecht e para a UTC entre 2011 e 2016. Em maio passado, Moro aceitou denúncia do Ministério Pùblico Federal contra o advogado, que teria usado contas e empresas por ele controladas para disponibilizar dinheiro em espécie para a UTC, para que fosse repassado a agentes públicos. Os contratos fraudulentos com a UTC somam mais de R$ 56 milhões entre 2009 e 2015. Segundo a denúncia, ele teria recebido valores vultosos da Odebrecht para ocultar e dissimular repasses de valores - nove transferências bancárias para uma conta controlada pela Odebrecht somaram US$ 12,7 milhões.

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