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Moro pede à Raquel Dodge autorização de perícia no caixa 2 da Odebrecht

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SÃO PAULO. O juiz Sergio Moro pediu à procuradora geral da República Raquel Dodge autorização para que a Polícia Federal realize perícia nos arquivos dos sistemas de contabilidade paralela - Drousys e MyWebDay - usados pelo Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, o chamado departamento de propina da empreiteira. Parte dos arquivos da Odebrecht estão em Curitiba, mas outra parte está sob custódia da Procuradoria em Brasília.

"Esclareça-se ainda que, sem a disponibilização do material para a perícia oficial, terá ele pouca utilidade como material probatório para instruir as investigações ou ações penais relativas aos fatos revelados pelo Grupo Odebrecht", explicou Moro no ofício encaminhado para Raquel Dodge.

O acordo de leniência da Odebrecht foi homologado pelo juiz Sergio Moro.

A perícia deverá ser feita para atender pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que queria cópia dos sistemas, já que os delatores da Odebrecht dizem ter saído do departamento de propina dinheiro para compra de um imóvel para ser sede do Instituto Lula. O Instituto nunca usou o imóvel e permanece no mesmo endereço.

Moro indeferiu o acesso integral, sob argumento que o sistema guarda também informações sobre outros investigados pela Lava-Jato. Autorizou apenas que a defesa de Lula nomeie um perito para acompanhar o trabalho da Polícia Federal na identificação de eventuais lançamentos e documentos relacionados com à ação que envolve a compra do prédio para o instituto e o pagamento de uma cobertura vizinha à da família Lula, usada pelo ex-presidente

A Polícia Federal deverá descrever o funcionamento dos sistemas e se pronunciar sobre a autenticidade dos arquivos eletrônicos - com a data de de sua produção e possíveis alterações num prazo de 30 dias.

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