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Moro ouve mais três ex-executivos da OAS em ação sobre tríplex do Guarujá

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SÃO PAULO - Três ex-executivos da OAS prestam depoimento ao juiz Sérgio Moro na tarde desta quarta-feira no processo que apura se a construtora deu um apartamento tríplex no Guarujá, litoral paulista, ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em troca de contratos com a Petrobras. Eles podem confirmar declaração dada pelo ex-presidente da companhia, Léo Pinheiro, que, na semana passada, . Lula nega a propriedade do tríplex.

Um dos réus que será ouvido nesta quarta-feira é o arquiteto Paulo Gordilho. Segundo a acusação do Ministério Público Federal (MPF), ele foi o responsável pela reforma do tríplex e do sítio de Atibaia, no interior, cuja propriedade também é atribuída ao petista. Segundo a defesa de Lula, o síto pertence a Fernando Bittar e Jonas Suassuna. Gordilho teria conduzido a negociação da compra de móveis planejados para as cozinhas das duas propriedades na Kitchens.

Ainda de acordo com a investigação, Pinheiro e Gordilho trocaram mensagens de celular em 2010 em que as duas obras são discutidas. Em uma parte da conversa, o ex-executivo escreveu a Pinheiro: “O projeto da cozinha do chefe está pronto. Se (puder) marcar com a Madame, pode ser a hora que quiser”. Pinheiro responde ao funcionário: “Amanhã, às 19hs. Vou confirmar. Seria bom também ver se o do Guarujá está pronto”. Na semana passada, o ex-presidente da OAS disse que madame se referia à ex-primeira-dama Marisa Letícia.

Nesta quarta-feira, a Justiça também deve ouvir os ex-executivos Fábio Hori Yonamine e Roberto Moreira Ferreira. A audiência está prevista para começar às 14h desta quarta-feira na 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba.

Os advogados de Lula tem dito que o tríplex sempre pertenceu à OAS que o listou como bem disponível para venda no processo de recuperação judicial que corre em São Paulo. A defesa do ex-presidente admite que Lula visitou o imóvel ainda em obras, mas não se interessou pela aquisição.

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