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Moro acusa defesa de Lula de fazer ‘propaganda política’ de governos do petista

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SÃO PAULO - Em mais um round travado entre o juiz Sérgio Moro e os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o magistrou acusou a defesa de fazer “propaganda” política dos governos do petista, em audiência desta sexta-feira. O advogado Cristiano Zanin fazia perguntas ao atual ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, sobre o benefícios gerados ao país ao longo de ciclo de crescimento econômico na gestão do petista. Meirelles presidiu o Banco Central no governo Lula (2003-2010).

— Indefiro a pergunta. A impressão é que a defesa está fazendo propaganda política do governo anterior. Não é apropriado. Aqui existe um objeto da acusação bem delimitado — disse Moro.

Irritado, Zanin retrucou:

— Não estou fazendo propaganda política excelência. Até porque sou advogado e não cabe a mim fazer consideração de natureza política. Só estou enfrentando a acusação difusa que o Ministério Público lançou nos autos — rebateu o advogado.

Os embates entre Moro e a defesa de Lula tem tornados as audiências em que o ex-presidente é réu mais longas e polêmicas. A , litoral paulista. Ele teria sido oferecido pela OAS a Lula como pagamento de propina. O Ministério Público Federal (MPF) afirma que Lula foi beneficiado por melhorias no imóvel, que passou a ser tríplex. O tríplex está em nome da empreiteira OAS, investigada na Lava-Jato. Lula nega as acusações.

O ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou ontem um pedido da defesa do ex-presidente para suspender o processo que investiga a aquisição do tríplex.

A audiêcia de Meirelles durou 14 minutos. Na sessão, Meirelles negou ter conhecimento de práticas de corrupção e de compra de apoio parlamentar para composição da base de apoio na gestão petista.

Ao final da sessão, Moro agradeceu a presença de Meirelles e brincou ao dizer que tinha perguntas sobre economia.

— Sei que o tempo de vossa excelência é valioso. O juízo não tem perguntas. Teria sobre economia, mas não é objeto do processo. Então, deixamos para outra oportunidade — disse o magistrado, arrancando risos do ministro.

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