BRASÍLIA - O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, que aparece na lista do Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, afirmou nesta quarta-feira que somente irá se manifestar nos autos do processo. Ele disse, porém, que já contratou advogado para a sua defesa. Segundo o ministro, com o encaminhamento dos nomes ao Supremo Tribunal Federal (STF), o "problema" deixou ser "especulação" do plano da política e passou para a esfera judicial. Moreira defendeu que agora é hora de trabalhar para evitar a contaminação com a economia.
— Acho que agora todos nós tanto no Executivo, quanto do Legislativo temos que redobrar nossos trabalhos para colocar o Brasil nos trilhos — disse o ministro ao GLOBO.
Ele disse esperar que os nomes de todos os citados na lista sejam divulgados rapidamente:
— Uma primeira leva de nomes já foi posta e certamente, dentro de muito pouco tempo todos os nomes apresentados pelo Ministério Público serão do conhecimento de todos. A partir daí, a questão sai do plano da especulação, da política e passa ao plano judicial. Então, cada um de nós citados, teremos que constituir advogados e responder nos autos, onde as respostas deverão ser colocadas — disse Moreira.
O ministro foi citado na delação do ex-executivo da Odebrecht, Cláudio Mello Filho. Ele revelou denúncias de pagamento de recursos de caixa dois para campanhas eleitorais de diversos políticos do PMDB e integrantes do primeiro escalão do governo federal, como o chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, além do presidente do Senado, Renan Calheiros. O próprio presidente Michel Temer é citado. O ex-executivo da empreiteira disse que Temer procurou Marcelo Odebrecht com pedido de R$ 10 milhões. O dinheiro teria sido entregue em espécie no escritório do advogado José Yunes, amigo e assessor especial do presidente Temer, durante a campanha eleitoral de 2014.




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