Uma mochila com a cabeça do marido de uma soldado da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) foi deixada na porta da casa da família, em Realengo, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, na madrugada desta terça-feira (29). A vítima é o comerciante João Rodrigo Silva Santos, de 35 anos.
A mulher da vítima, a soldado Geísa Silva, diz que seu marido não sofria nenhum tipo de ameaça. A mochila foi encontrada por parentes da vítima quando saíam para trabalhar. Vizinhos que moram em frente à casa da PM contaram que ouviram a mulher gritando, por volta das 5h30: “Meu Deus, é o João! É a cabeça do João!”.
A área no entorno da casa foi isolada e as motivações do crime ainda são desconhecidas. Policiais do Batalhão de Bangu fazem buscas na região à procura do corpo de João Rodrigo. Eles não descartam a hipótese de o crime ter sido praticado por traficantes de drogas.
Segundo testemunhas, João teria fechado sua loja por volta de 19h30, ido a academia ao lado - como de hábito - e foi rendido na hora que saía por dois homens que o levaram no próprio carro, às 19h45. Imagens de uma câmera de segurança já estão sendo analisadas pelos investigadores.
De acordo com a perícia, João sofreu decapitação e teve língua e olhos arrancadados. A polícia interpreta que ele pode ter sido testemunha de alguma coisa.

