BRASÍLIA — O ministro , do Supremo Tribunal Federal (), abriu um novo inquérito para investigar o o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, (PSD), por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e caixa dois.
A investigação , e será baseada na delação premiada de executivos da J&F, controladora da JBS. , abertos a partir da delação premiada de executivos da Odebrecht.
Em seu acordo, Wesley Batista afirmou ter feito pagamentos mensais de propina a Kassab, no valor de R$ 350 mil, entre 2009 e 2016. Já Ricardo Saud relatou ter pago R$ 5,5 milhões. O ministro nega as acusações.
Raquel Dodge pediu que Batista e Saud sejam ouvidos novamente, “para o detalhamento da dinâmica delitiva narrada e para que sejam instados a apresentar toda a documentação comprobatória de suas alegações ou indicar os meios de corroboração de suas assertivas.”
O processo tramita desde maio de 2017 no STF. Inicialmente, ele foi distribuído para o ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato no tribunal, que homologou a delação dos executivos da empresa. Ainda naquele mês, Fachin enviou o processo para a PGR, pedindo um posicionamento sobre se ele deveria continuar na frente do caso ou se o inquérito deveria ser redistribuído.
A manifestação só veio em setembro, nos últimos dias da gestão de Rodrigo Janot. O processo foi redistribuído para Moraes, que o enviou novamente para a Procuradoria no início de outubro. A resposta, já na gestão de Raquel Dodge, chegou somente nesta semana, com o pedido de abertura de inquérito.

