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Ministro diz que apoio para barrar denúncia não se confunde com votação da Previdência

BRASÍLIA - Exonerado do cargo de ministro do Esporte para votar contra o prosseguimento da denúncia dirigida a Michel Temer, Leonardo Picciani (PMDB-RJ) adotou o discurso de que o apoio a ser obtido pelo presidente nesta quarta-feira não deve ser confundido com o apoio à reforma da Previdência, uma das principais bandeiras de Temer. Picciani e mais nove ministros foram exonerados para votar a favor da blindagem a Temer.

Os governistas vêm evitando falar em um número de votos a ser obtidos em plenário -- ainda não está certo nem se haverá quórum para a votação. Por se tratar de uma alteração da Constituição, o governo precisa de três quintos da Câmara - 308 votos - para uma eventual aprovação da reforma da Previdência.

— Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Aqui vamos votar (o prosseguimento de) uma denúncia inepta e sem consistência. A reforma da Previdência faz parte da pauta de reformas do país — disse Picciani ao chegar à Câmara.

O deputado afirmou que o governo terá "votação expressiva" para barrar a denúncia, mas não falou em número. Segundo ele, Temer sairá "fortalecido" da votação.

— Esta é uma matéria importante e precisa ser resolvida de imediato. A presença aqui dos ministros que são parlamentares demonstra confiança e unidade do governo. Estamos confiantes de que haverá quórum. O resto é chororô de quem não conseguiu número.

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