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Ministro da Saúde ironiza advertência da Comissão de Ética

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BRASÍLIA - O ministro da Saúde, Ricardo Barros, ironizou . Na última segunda-feira, o colegiado decidiu aplicar, por cinco votos a dois, a sanção imediatamente abaixo da recomendação de exoneração. Barros esteve no Palácio do Planalto nesta quinta-feira para conversar com o presidente Michel Temer sobre vacinas para febre amarela.

— É, porque eu não anotei na agenda. Então tá bom. Vamos anotar na agenda daqui pra frente. Tá bom? — disse, rindo, e completou:

— Expliquei que estava cumprindo as ações dentro da minha prerrogativa de parlamentar. Não vejo que tenha havido qualquer conduta inadequada.

O código de ética da alta administração federal manda que compromissos eleitorais sejam registrados na agenda oficial da autoridade. A agenda do ministro, no último fim de semana de setembro, só tinha uma visita a um hospital.

Além disso, a comissão veda a agentes públicos prometer cargos, obras ou verbas em período eleitoral que dependam de atuação no poder público. Em setembro, no Paraná, Barros prometeu construir um hospital em Marialva (PR), fazer melhorias em um hospital de Foz do Iguaçu (PR) e levar recursos a Peabiru (PR).

A Advocacia-Geral da União também fez essas recomendações em uma cartilha entregue aos funcionários do governo federal em primeiro de julho, após cerimônia no Palácio do Planalto, quando o deputado do PP já geria o maior orçamento da Esplanada.

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