O ministro do Turismo, Celso Sabino, foi suspenso do União Brasil por 60 dias pela Executiva Nacional do partido. A medida foi tomada porque Sabino se recusou a acatar a determinação da sigla de abandonar o governo Lula, configurando um processo por infidelidade partidária.
A suspensão de dois meses implica o afastamento de Sabino da presidência do diretório do Pará, perda do direito de votar em decisões nacionais, estaduais e municipais do partido; impossibilidade de participar da escolha de candidatos para as eleições do próximo ano. Além da intervenção imediata nos diretórios municipais do Pará, com a nomeação de novos líderes em até 20 dias.
O Conselho de Ética interno do União Brasil vai debater sobre a possível expulsão definitiva de Celso Sabino nos próximos 60 dias. Para que a expulsão ocorra, é necessário o apoio de 13 membros.
A divergência entre Sabino e o União Brasil começou em 19 de setembro, quando o partido, em articulação com o Progressistas para formar a maior bancada de oposição no Congresso, decidiu pelo desembarque do governo.
Apesar da ordem partidária, Sabino reiterou sua posição de ficar ao lado do presidente Lula. Ele também negociou a suspensão de 60 anos, prazo que o permite participar da Conferência do Clima da ONU (COP30) ao lado de Lula, uma exposição positiva em meio ao desejo de concorrer ao Senado pelo Pará no próximo ano.


