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Menino morto em acidente com van escolar é enterrado em Barueri

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SÃO PAULO. O corpo do menino Ricardo Cleto Faverssani, de 10 anos, morto num acidente envolvendo uma van escolar e um caminhão, foi enterrado às 13h30 deste sábado (14) em Barueri, na Região Metropolitana de São Paulo. Ricardo chegou a ser socorrido no Pronto Socorro do Hospital Geral de Carapicuíba, mas não resistiu.

Na manhã de sábado, uma carreata com cerca de 40 vans escolares saiu do Ginásio Poliesportivo de Barueri para acompanhar o funeral do garoto. A cidade de Carapicuíba, onde ocorreu o acidente, decretou luto de três dias.

Ao todo, 15 pessoas — 13 delas crianças entre 10 e 13 anos — ficaram feridas no acidente na manhã de sexta-feira. Elas foram levadas para hospitais de Carapicuíba, Cotia, Osasco e Hospital das Clínicas. Ao todo, 17 equipes de resgate foram deslocadas para atender ao acidente.

Das sete crianças socorridas no Hospital Geral de Carapicuíba, duas tiveram alta e uma morreu. Segundo informações divulgadas pela Secretaria Estadual de Saúde nesta tarde, o estado das outras quatro era considerado estável: uma permanecia internada na enfermaria e três na UTI.

No Hospital das Clínicas, um menino de 13 anos continuava em estado grave. Três pessoas foram atendidas no Hospital Regional de Osasco. Dois adultos tiveram alta e uma criança continuava em estado grave.

A colisão ocorreu às 11h54, quando as crianças estavam a caminho da escola. Testemunhas citadas no Boletim de Ocorrência (BO) afirmaram que a van estava parada “de forma incorreta” na rua Antônio Ricardo, quando o caminhão baú desceu e bateu na traseira e lateral da van, modelo Renault Logan, atingindo em seguida o muro de duas residências. O veículo escolar transportava 17 pessoas: 15 crianças e dois adultos, o motorista e a ajudante. As crianças são estudantes da Escola Dagmar Ribas Trindade, de Barueri.

A van ficou destruída por dentro. Bancos foram arrancados e o vidro se espalhou pelo chão. A lataria foi partida ao meio.

Um inquérito foi instaurado para apurar os responsáveis pelo acidente. O delegado que investiga o caso, Pedro Buk, pediu uma perícia do local ao Instituto de Criminalística, além de um exame toxicológico do motorista do caminhão. À polícia, o motorista alegou falha no freio do veículo.

Todos os envolvidos passarão por exame de corpo de delito. As Carteiras Nacionais de Habilitação (CNH) dos condutores da van e do caminhão foram apreendidas, assim como os veículos envolvidos no acidente.

O caso foi registrado como lesão corporal culposa e homicídio culposo na direção de veículo automotor.

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