A menina indígena de 11 anos da etnia Kaiowá, que foi estuprada por cinco homens, incluindo um tio, e jogada de um penhasco de 20 metros em Dourados (MS), já sofria há anos abusos sexuais cometidos pelo tio, segundo a polícia.
O crime ocorreu entre a noite e madrugada de segunda-feira (9). Os cinco homens foram presos e confessaram o crime. O homem relatou durante depoimento prestado à polícia que já abusava sexualmente da menina anteriormente. Até agora, oito pessoas foram ouvidas pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.
De acordo com a polícia, a suspeita é que os abusos iniciaram quando ela tinha 5 anos e foi morar na casa da avó, onde o tio reside.
O homem contou ainda que percebeu que a menina havia sumido e, ao procurá-la, encontrou sendo abusada pelos demais suspeitos e resolver participar do ato. A polícia informou ainda que a menina foi forçada a ingerir cachaça e chegou a ficar desacordada enquanto o crime era cometido.
Ao despertar, a menina reconheceu o tio e disse que iria denúncia-lo à polícia, momento que ele e os demais agressores resolveram se desfazer do corpo jogando a criança penhasco abaixo.
O corpo da menina foi encontrado na segunda e levado ao IML. O estupro coletivo foi confirmado. Ela também estava com uma perna dilacerada por conta da queda.
Agora, todos os investigados serão indiciados ao final do inquérito pelos crimes de feminicídio, homicídio qualificado por ocultação de crime e estupro de vulnerável. Até agora, nenhum advogado se apresentou para fazer a defesa deles, e eles devem ser assistidos por um defensor público.



