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Meirelles vai defender a agências que esperem votação da Previdência para decidir sobre rebaixamento

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BRASÍLIA — O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles afirmou nesta segunda-feira, em entrevista à rádio Eldorado, que vai defender às agências de classificação de risco ser “razoável” esperar a votação da reforma da Previdência, para decidir sobre um possível rebaixamento da nota de crédito do país (selo de bom pagador). Ele tem agendada uma conferência telefônica com as três grandes agências na quinta-feira.

O ministro ressaltou que possui uma boa relação com essas empresas mas ponderou que é uma decisão delas antecipar ou não a decisão. A votação da reforma foi marcada para 19 de fevereiro.

— Vamos colocar nosso ponto de vista e eles vão dar suas opiniões. Na minha opinião seria razoável esperar até a aprovação. Se não for aprovada, aí teria um movimento de down grade. Mas se quiserem se antecipar, é uma questão delas. Eu faço meu trabalho, as agências fazem o trabalho delas e ponto final.

Ele afirmou que a classificação das agências é uma “opinião”, apesar de qualificada, e disse que os investidores estrangeiros “continuam apostando que a reforma será aprovada em fevereiro”. Meirelles disse que o receio das agência é que o adiamento signifique uma não aprovação no ano que vem, o que ele discorda:

— Isso é que foi o receio, que seria um sinal de não aprovação. (As agências) Fizeram uma avaliação política. Do meu ponto de vista significou uma coisa simples e objetiva: não tinha voto naquele dia.

Ele afirmou que o governo não tem a visão de que “nadou para morrer na praia” e que o adiamento só se deu porque, naquele momento, “não era prudente” votar a reforma por não ter votos suficientes. E frisou novamente que o período maior permitirá ao governo convencer a população. O ministro ressaltou que é natural, em qualquer país do mundo, que a população seja inicialmente contra as mudanças na legislação previdenciária.E citou o caso da Alemanha, um país que, segundo ele, tem uma tradição “fiscalista” e que, mesmo assim enfrentou dificuldades para aprovar uma reforma da previdência.

O ministro ainda minimizou o fato de que os dois principais candidatos à Presidência da República, Lula e Jair Bolsonaro, são contrários à reforma. Ele enfatizou que, se aprovada em fevereiro, a reforma já terá sido “assunto superado” nas eleições de 2018.

— Acho normal o fato destes dois candidatos já terem posição contraria, é uma posição conhecida, já de algum tempo. Eu acredito que as pessoas que votam nesses dois extremos já têm uma posição que não é, de fato, uma posição pró reforma, como é a posição da maioria da população.

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