Os cubanos começam trabalhar no dia 16 em cidades carentes, e dizem que já estão preparados para o atendimento. "Nós viemos numa missão e vamos cumprir", disse Hugo Hernandez.
Já a cubana Ivana Iglessias, que visitou um posto do bairro Dias Macedo, criticou a saúde básica brasileira. "A principal diferença entre o que a gente pratica em Cuba é que lá a saúde básica é mais próxima da população. Aqui é diferente. Em Cuba temos unidades básicas de saúde mais próximo da comunidade. Lá tem sempre um consultório com médicos e enfermeiros". Mas ela está confiante que isso acontecerá no Brasil com o Mais Médicos: "Tenho muita esperança e estou pronta para atender."
O secretário nacional de gestão estratégica e participativa do Ministério da Saúde, Odorico Monteiro, que acompanha os cubanos que estão sendo treinados em Fortaleza, afirmou que "esse é um momento de avaliação deles em campo. Estamos fazendo a avaliação do ponto de vista da comunicação em língua portuguesa. Isso aqui é uma prática, e a partir dessa convivência deles, é estabelecida uma comunicação, se familiarizando com programa Saúde da Família, onde eles vão ter a sua prática cotidiana".
Os cubanos entram na segunda-feira, 09, na última semana de treinamento. A preparação é dada através de aulas sobre saúde pública brasileira e língua portuguesa. O curso tem 120 horas com aulas expositivas, oficinas, simulações de consultas e de casos complexos. O que eles participam nesta sexta-feira foi uma visita técnica aos serviços de saúde com o objetivo de aproximar o médico do ambiente de trabalho.
Os cubanos treinados em Fortaleza vão a partir de 16 de setembro para cidades do interior do Ceará, Rio Grande do Norte, Piauí e Maranhão.

